Sou como uma melodia. Mas uma melodia estranha, admito. Uma melodia qualquer - pode se dizer assim. Uma melodia que tem medo de ser exposta. Uma melodia que introduz a fundo sua inspiração e as suas palavras por detrás disto. Não é que eu seja uma melodia ouvida incessantemente, porque poucos buscam ouvir - por puro medo de me descobrirem ou até por pena mesmo. Mas eu não ligo, meu bem. Gosto disso até. Ser uma melodia que poucos se interessam dá gosto. E sou isso, querido (…) Sou melodia furreca, mixuruca. Tenho coração envenenado, cheio de uma mistura poética. E se contente porque a vossa pessoa nunca irá encontrar uma melodia igual a mim. Não sou de se encontrar nessas esquinas de porta de bar e nem nessas ruas dos palácios de concreto. Você só irá me encontrar dentro de mim mesmo.